
A história do Colégio Minas Gerais se confunde com a história da centenária Belo Horizonte. Passado quase um século ( o colégio foi fundado em 23 de abril de 1918), torna-se difícil separar os dois alicerces: o da construção da capital e o da fundação do Colégio Minas Gerais.
Se a Arão Reis coube a tarefa de construir a capital; ao Professor Tito Novaes, competiu a criação do Instituto Dom Silvério e da Escola Remigton, primeiras escolas especificamente de Comércio e Datilografia que surgiram na cidade. Mais tarde, o Instituto Dom Silvério, sob o comando do mesmo Professor Novaes, tornou-se a Faculdade de Comércio de Minas Gerais.
Anexa à Faculdade de Comércio de Minas Gerais, foi fundada a Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais, na bela e famosa rua Bahia.
Em 1943, a Faculdade de Comércio de Minas Gerais passa a ser denominada Escola Técnica de Comércio de Minas Gerais.
No decorrer da história do colégio, vale ressaltar o desempenho e a dedicação de dois importantes diretores: o Professor Olegário Mamorie e o Professor Abel Fagundes.
Em 1965, o colégio passa a chamar-se Colégio Comercial e Normal de Minas Gerais. Neste ano, sob a direção do Professor Mário de Oliveira Carvalho, o colégio sofre reestruturações significativas: as dependências internas do prédio são melhoradas, são criadas novas salas de aula, a portaria, antes na rua Bahia, transfere-se para a Avenida Augusto de Lima, nº 104, e é criado o Curso de Magistério. O trabalho desenvolvido pelo Professor Mário de Oliveira Carvalho segue seu curso de melhoramentos constantes.
Em 1982, assumem a direção do colégio os Professores Frederico Guilherme de Sales do Amaral Militão e Mário Lúcio França de Oliveira, dando continuidade ao trabalho de seu antecessor.
A partir desta data, as transformações do Colégio Minas Gerais tornaram-se cada vez mais evidentes: o prédio é restaurado e tombado pelo Patrimônio Histórico; são criados os cursos de Magistério e Contabilidade em um ano; Curso Técnico em Informática; Curso Regular de Suplência e, mais recentemente, o Curso de Técnico em Transações Imobiliárias.
A antiga Escola de Comércio e Datilografia, do início do século passado, agora sob Sistema de Cooperativa dos Professores, cede espaço para uma educação mais dinâmica. E, mais uma vez demonstra a história que "o que é bom sempre permanece".